terça-feira, 13 de agosto de 2013

13 - Rui Gregório (Belenenses 98-00)

Cá estamos nós de novo e hoje para falarmos de um daqueles jogadores que passaram anos e anos no campeonato português, mas que eu só me recordo de um ou outro momento, ou então de ouvir o seu nome nos relatos da rádio que consumiam os meus domingos à tarde… e claro, da caderneta da Panini. Foram muitos os cromos que eu tinha deste jogador, porque forma muitos os anos que ele por cá andou, na grande maioria, pela primeira liga. O seu nome, esses muito dificilmente alguma vez o esquecerei: Rui Gregório! Não tem nome de estrela, e não o era, mas não deixava de ser um jogador muito útil a qualquer equipa, o que é aliás, facilmente provado com o facto de este jogador se ter conseguido manter uma dezena de épocas no escalão maior do futebol nacional. Mas Rui Gregório é daquele tipo de jogadores que ficou com a sua carreira arruinada no dia do seu batismo: Quando os seus pais decidiram chamar-lhe Gregório. Fizemos uma revolução em Portugal em 1974, para acabar com a ditadura, e continuamos a deixar que hajam pessoas com o nome Gregório. Algo está errado. Em 1895 Oscar Wilde escreveu uma comédia chamada: “A importância de se chamar Ernesto” (Este blog também é cultura), a carreira deste jogador bem se podia resumir ao título: “A importância de se chamar Gregório!”. Porque a verdade é que Rui (E vamos ficar-nos só pelo primeiro nome), conseguiu contornar o estigma e representar 5 diferentes clubes na primeira liga: Belenenses (2 vezes distintas), Vitória de Setúbal, Tirsense, Felgueiras e Santa Clara. Confesso que é nos azuis de Belém que mais me recordo dele. Não da sua primeira passagem por lá, onde jogou entre 87 e 93, é, aliás formado na equipa do Restelo. Mas sim da segunda, quando em 1998 regressou ao clube que o formou, onde se manteve até ao ano 2000. Muitos cromos e recordações tenho eu desse Belenenses de Figueira, Tuck, Neca ou claro, o eterno Marco Aurélio. De lá partiu para os Açores, onde cumpriria a sua última época no nosso escalão maior ao serviço do Santa Clara (2001/2002), sem que antes, na época de 2000/2001, tenha ajudado a equipa de Ponta Delgada, orientada por Manuel Fernandes e Carlos Manuel (uma dupla no mínimo peculiar), a garantir a subida na II Liga. Tirando estes dois clubes, pouco me lembro de Ru Gregório, mas a verdade é que também jogava naquela equipa do Tirsense de 1994/1995 que garantiu um 8º lugar e a melhor classificação de sempre dos de Santo Tirso na Liga (Onde foi orientado por Eurico Gomes, que agora só treina em países onde haja petróleo). Também fez parte da equipa do Felgueiras, treinada por Jorge Jesus, que alinhou uma única época na primeira liga, onde partilhou o relvado do Estádio Dr. Machado Matos, com, entre outros, por exemplo Sérgio Conceição. Antes de tudo isto, em 1993/1994, esteve uma época ao serviço do Setubal, do famosos Setúbal de Yakini e treinado por Raúl Águas. Muitas memórias terá com certeza Rui Gregório do campeonato nacional. Algumas tenho eu de Rui Gregório. Por muito que passem ao lado da fama, é, e sempre foi, de jogadores como este que se fez a história do nosso campeonato. Para tranquilizar os fãs posso dizer que o clã Gregório continua a espalhar magia pelos nosso relvados, pois os dois filhos deste jogador do Belenenses, estão a dar seguimento à carreira do pai. Se algum dia ouvirem falar de Gonçalo ou de Tomás Gregório, não é engano, eles existem mesmo. Para terminar deixem-me dizer-vos o seguinte: o nome completo deste senhor é Rui Pedro Prata da Conceição Gregório… Há coisas mesmo giras, não há?

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