quarta-feira, 14 de agosto de 2013

14 - Juninho Petrolina (Beira-Mar 01-04)


O auge! Aquele momento da carreira de um jogador em que ele atinge o seu máximo potencial. Este período para muitos jogadores pode durar toda uma carreira, para outros é apenas um pico de forma passageiro e que desvanece fazendo-os voltar ao nível dos normais. Foi um auge destes, ou algo parecido com isso, que Juninho Petrolina viveu durante as épocas que vestiu a camisola do Beira-Mar. Sempre orientado pelo mítico António Sousa, este médio brasileiro de características ofensivas, permaneceu em Aveiro 3 anos, e durante esse período foi sempre, ou quase sempre, o jogador mais influente da sua equipa. Na altura, recordo-me, chegou-se a falar do interesse dos “grandes” do futebol nacional, e mesmo de alguns clubes estrangeiros neste “aparente prodígio” (Que cedo desapareceu), que o Beira-Mar recrutou dos brasileiros do Santa Cruz. E realmente o caso era digno de analise por parte do scout dos grandes clubes. Porque Juninho, em 3 temporadas, vestiu a camisola dos aveirenses para liga quase em 60 ocasiões, titular indiscutível e maestro daquele que foi porventura o Beira-Mar mais seguro de sempre na primeira liga (as 3 épocas com Juninho Petrolina proporcionaram ao Beira-Mar por três vezes a manutenção, sempre terminando a Liga num lugar confortável em relação à linha de água, coisa que ultimamente não tem acontecido, e resultou na relegação da equipa de Aveiro para o segundo escalão esta temporada). Quanto a Juninho Petrolina, no aspeto individual, a sua melhor época em Aveiro foi sem dúvida a última, a de 2003-2004. Participou em 28 jogos e fez 8 golos, o que é honestamente positivo para um médio, ainda para mais um médio de uma equipa com objetivos modestos. Estes números podem ser mais facilmente explicados se tivermos em consideração as características do jogador: Homem de forte (e fácil) remate e que aparecia muito bem em posição de finalização. Esta última época pode não lhe ter valido um contrato com um grande, mas valeu-lhe uma viagem até à capita, para representar o Belenenses. O treinador dos azuis do Restelo de então, Carlos Carvalhal, viu neste brasileiro um jogador que podia levar os lisboetas para um novo nível. Mas não foi isso que aconteceu. Aliás, o que aconteceu esteve muito longe disso. Em Belém foi o principio do fim do Juninho que parecia ainda poder encantar nos nossos relvados durante mais algumas épocas. Em toda a temporada fez 24 jogos (todos para um campeonato) e a sua veia goleadora desapareceu (marcou apenas um golo, à jornada 17, perante o Vitória de Setúbal), e a sua desorientação fica bem patente no seu registo disciplinar: depois de 3 épocas em Aveiro, em que viu, no total, 7 amarelos, chega ao Belenenses, e numa única temporada (2004-2005), carimba na sua ficha o seguinte pecúlio: 9 amarelos e 2 vermelhos! Muito mau para um defesa. Incompreensível para um médio. A partir daqui foi o descalabro. Juninho na época seguinte ainda tentou reencontrar-se consigo próprio, voltando ao Brasil, para representar o Naútico, mas 6 meses depois regressava ao país onde foi feliz! Jogou a temporada 2005-2006 ao serviço do Penafiel, mas já não havia nada a fazer pela sua carreira. E no ano a seguir estava a jogar no poderosíssimo campeonato de Hong Kong, numa equipa com o nome maricas de: Happy Valley. Mas a sua aventura asiática também não durou mais que alguns meses e decidiu regressar definitivamente ao Brasil (em 2007), e onde ainda está ativo. E querem saber quando é que a carreira de um jogador atinge definitivamente o fundo do poço? Então aqui vai: desde o seu regresso ao Brasil em 2007 até ao dia de hoje, portanto nos últimos 6 anos, Juninho Petrolina representou nada mais, nada menos que 12! 12! Clubes diferentes! Para não dizerem que as informações ficam completas, aqui fica o nome das 12 equipas que contaram com o antigo médio do Beira-Mar nas suas fileiras na última meia dúzia de anos: ABC; América RN; Confiança; Atlético BA; São Luiz; Picos; Botafogo PB; Juazeirense; Central; Juazeiro; Sergipe; Concórdia;

Pode haver jogadores com muito toque de bola. Com muitas histórias para contar. Mas camisolas ninguém tem mais que Juninho Petrolina…

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